segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Toda Cor tem o seu cheiro...



Elevei Minha alma pra passear
Elevei Minha alma pra passear
Não me distancio muito de mim
E quando saio nao vou longe
fico sempre por perto
Depende da hora e da cor
Depende da hora,Da hora, da cor e do cheiro
Cada cor tem o seu cheiro
Cada hora lança sua dor
E dessa insustentavel leveza de ser
Eu gosto mesmo é de vida real
Design Tamara Santos

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Com uma idéia que existe na cabeça... Amor_tecido


Tamara Santos

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer
Eu acho tão bonito
Isso de ser abstrato, baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Da que de baixo o mundo é diferente...


Ta vendo aqui de baixo tudo é diferente, nem importa quem é mas sim o que faz, daqui de baixo, como dai de cima tudo é diferente, não importa quem segura a escada desde que alguém segure... e que o outro alguém não balance demais, tudo muda, só depende do ângulo por onde se olha. Mais não deixa de ser bonito!!!
foto por Tamara Santos.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O ato de unir duas coisas que nunca haviam estado unidas e tirar daí uma terceira coisa.


Resultado final fico mais bacana, mais eu não lembro onde salvei rs...
Photoshop.
Design por Tamara Santos

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Layout do Site Samba 2008. Trabalho particpante da Expocom 2008


Criação de Layout por Tamara Santos

Lampião


Meu rifle atira cantando
Em compasso assustador
Faz gosto brigar comigo
Porque sou bom cantador
Enquanto o rifle trabalha
Minha voz longe se espalha
Zombando do próprio horror
Virgulino Ferreira da Silva (1898-1938)
Design por Tamara Santos
Illustraitor e Photoshop.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

ABSTRATA EU...


mas muito pra mim é tão pouco
e pouco é um pouco demais
viver tá me deixando louca
não sei mais do que sou capaz
gritando pra não ficar rouca
em guerra lutando por paz
muito pra mim é tão pouco
e pouco eu não quero

Arte manual trabalhada em Photoshop.

Design Por Tamara Santos.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Pra não dizer que não falei das flores...


Photoshop, Corel e InDesign.

Design por Tamara Santos

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Para Marcia Okida



Design por Tamara Santos

Foto trabalhada no Photoshop com elementos gráficos elaborados no mesmo.

domingo, 7 de setembro de 2008



Design por Tamara Santos

Cartão Postal desnvolvido em maio de 2007 a partir de texto de Carlos Drumond de Andrade, com foto trabalhada em Photoshop.

Apesar de ainda não ser possível , quero que este blog seja sinestésico... quero que você que o lê e que o vê, possa quase senti-lo, cheira -lo... assim como eu posso. Por isso o texto que inspirou o postal segue abaixo... aos amigos que passam por aqui, aos que não conheço mais que talvez qualquer dia encontre por aí... o meu sorriso mais bonito e minha mão estendida.

E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José?

e agora, você?

você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama, protesta?

e agora, José?

Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou,

e agora, José?

E agora, José?

Sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio — e agora?

Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora?

Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse...

Mas você não morre,

você é duro, José!

Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo pretoque fuja a galope,

você marcha, José!José, para onde?

sábado, 30 de agosto de 2008

Minha Capa... intenso como só um vermelho.


Design por Tamara Santos

Criando conhecimento...

O conhecimento autêntico é quem constrói nosso repertório. O que o define como autêntico não é o número ou o tipo de informações armazenadas, mais sim o fato dele ser eregido sobre a única verdade possível. E a única verdade possível é a sensível. Uma verdade individual, o submerso e intransferível "eu" que cada um de nós carrega consigo. Elementos diversos apreendidos das aleatórias fontes de nossas vidas e que incorporamos de fatos a nossos hábitos, prazeres e opiniões.
Elementos depositados e encadeados sem qualquer organização hierárquica.

trecho retirado do livro Morte Aos Papagaios/ Gustavo Píqueira

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Para Tarsila...


Design por Tamara Santos

Um dia colheremos mãos amigas.


Design por Tamara Santos

Já se perguntou o valor de uma mão; uma mão abstrata ou uma mão real... é através dela que você chega a esta caótica moradia super populosa, são mãos maternas que nos aconchegam até que nos entreguemos ao sono, e é esta mesma mão que nós leva pra tomar injeção com olhos cheios de lágrimas, mais com toda a confiança. Mãos : tem a da mãe ajudando a subir o degrau mais alto, tem o do primeiro amiguinho(a) na escola, tem a do pai na hora de tomar aqueles pontos no joelho, tem a do primeiro namorado munida da inocência do amigo que virou amor, tem a do segundo cheio de curiosidades = malícia, e tem a do terceiro... a aquela mão inesquecível, que conhece cada centímetro de nossa derme e que fatalmente um dia você vai chamar de cafajeste.
Mais tem as mãos que chegam inesperadas de alguém que você vê todo dia no ônibus e nunca trocou uma sequer palavra. Mais que lhe acena e pergunta se pode segurar seus livros. Tem a mão que aperta o botão do elevador... e o segura enquanto você corre atrasado, e além de segura-lo ainda lhe sorri com um generoso bom dia. Tem a mão que vai ajuda- lo a subir no ônibus quando estiver mais velho, tem aquela que ti da uma carona na sombrinha num dia de chuva forte.
Mãos... queria ter uma árvore delas, colhe-las e distribui-las, queria que em cada casa, canteiro, jardim ou quintal elas estivessem lá coloridas ou não. Queria que você pudesse escolher a exata pra este momento... queria que a minha também estivesse lá... e que quanto mais a usássemos mais mãos teríamos. Um dia colheremos mãos amigas... Você pode ser a mão de alguém e ter a de outrem.

Bem vindo!!!

Bem vindo ao meros devaneios... essa é a minha primeira postagem, também meu primeiro blog... esse vai ser meu espaço pra escrever ou postar textos que gosto. Mais acima de tudo um espaço dedicado a esboços da minha criatividade. Peças gráficas desenvolvidas nesse um ano e meio de vida acadêmica.
Assim por aqui vocês vão poder conhecer um pouco mais o que penso e faço. E para esse primeiro post escolhi um texto que sinceramente não vou me lembrar de quem é, mais está intimamente ligado a algo que aprecio. A criatividade, não acredito que a criatividade seja um estado permanente, mais sim uma busca diária de como fazer as mesmas coisas de maneiras diferentes. Se a algo em que realmente quero me tornar melhor todos os dias, é em estar sempre mais aberta a impulsos e intuições criativas.

Viver ao Contrário


Se a gente vivesse a vida de trás para a frente... é assim que a vida seria vista:
Viver é dureza. Toma todo o seu tempo, todos os fins de semana e no fim, o que é que você ganha?
A morte. Grande Vantagem...
Acho que o ciclo da vida está invertido. A gente devia primeiro morrer, assim logo ficaria livre disso. Em seguida viriam vinte anos num asilo. Ao atingir a maturidade, a gente seria desligado do asilo, ganharia um relógio de ouro e iria trabalhar. Depois de trabalhar uns 40 anos, até ficar jovem o suficiente viria a aposentadoria.

Daí a gente iria para a faculdade, experimentaria drogas, álcool, iria a festas, até ficar preparado para o colegial. Viria o primário, a gente viraria criança, poderia brincar, não ter responsabilidades. Daí, todo mundo seria bebê de novo, voltaria ao útero, passaria os últimos 9 meses flutuando e terminaria como um brilho no olhar de alguém.