sábado, 30 de agosto de 2008

Minha Capa... intenso como só um vermelho.


Design por Tamara Santos

Criando conhecimento...

O conhecimento autêntico é quem constrói nosso repertório. O que o define como autêntico não é o número ou o tipo de informações armazenadas, mais sim o fato dele ser eregido sobre a única verdade possível. E a única verdade possível é a sensível. Uma verdade individual, o submerso e intransferível "eu" que cada um de nós carrega consigo. Elementos diversos apreendidos das aleatórias fontes de nossas vidas e que incorporamos de fatos a nossos hábitos, prazeres e opiniões.
Elementos depositados e encadeados sem qualquer organização hierárquica.

trecho retirado do livro Morte Aos Papagaios/ Gustavo Píqueira

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Para Tarsila...


Design por Tamara Santos

Um dia colheremos mãos amigas.


Design por Tamara Santos

Já se perguntou o valor de uma mão; uma mão abstrata ou uma mão real... é através dela que você chega a esta caótica moradia super populosa, são mãos maternas que nos aconchegam até que nos entreguemos ao sono, e é esta mesma mão que nós leva pra tomar injeção com olhos cheios de lágrimas, mais com toda a confiança. Mãos : tem a da mãe ajudando a subir o degrau mais alto, tem o do primeiro amiguinho(a) na escola, tem a do pai na hora de tomar aqueles pontos no joelho, tem a do primeiro namorado munida da inocência do amigo que virou amor, tem a do segundo cheio de curiosidades = malícia, e tem a do terceiro... a aquela mão inesquecível, que conhece cada centímetro de nossa derme e que fatalmente um dia você vai chamar de cafajeste.
Mais tem as mãos que chegam inesperadas de alguém que você vê todo dia no ônibus e nunca trocou uma sequer palavra. Mais que lhe acena e pergunta se pode segurar seus livros. Tem a mão que aperta o botão do elevador... e o segura enquanto você corre atrasado, e além de segura-lo ainda lhe sorri com um generoso bom dia. Tem a mão que vai ajuda- lo a subir no ônibus quando estiver mais velho, tem aquela que ti da uma carona na sombrinha num dia de chuva forte.
Mãos... queria ter uma árvore delas, colhe-las e distribui-las, queria que em cada casa, canteiro, jardim ou quintal elas estivessem lá coloridas ou não. Queria que você pudesse escolher a exata pra este momento... queria que a minha também estivesse lá... e que quanto mais a usássemos mais mãos teríamos. Um dia colheremos mãos amigas... Você pode ser a mão de alguém e ter a de outrem.

Bem vindo!!!

Bem vindo ao meros devaneios... essa é a minha primeira postagem, também meu primeiro blog... esse vai ser meu espaço pra escrever ou postar textos que gosto. Mais acima de tudo um espaço dedicado a esboços da minha criatividade. Peças gráficas desenvolvidas nesse um ano e meio de vida acadêmica.
Assim por aqui vocês vão poder conhecer um pouco mais o que penso e faço. E para esse primeiro post escolhi um texto que sinceramente não vou me lembrar de quem é, mais está intimamente ligado a algo que aprecio. A criatividade, não acredito que a criatividade seja um estado permanente, mais sim uma busca diária de como fazer as mesmas coisas de maneiras diferentes. Se a algo em que realmente quero me tornar melhor todos os dias, é em estar sempre mais aberta a impulsos e intuições criativas.

Viver ao Contrário


Se a gente vivesse a vida de trás para a frente... é assim que a vida seria vista:
Viver é dureza. Toma todo o seu tempo, todos os fins de semana e no fim, o que é que você ganha?
A morte. Grande Vantagem...
Acho que o ciclo da vida está invertido. A gente devia primeiro morrer, assim logo ficaria livre disso. Em seguida viriam vinte anos num asilo. Ao atingir a maturidade, a gente seria desligado do asilo, ganharia um relógio de ouro e iria trabalhar. Depois de trabalhar uns 40 anos, até ficar jovem o suficiente viria a aposentadoria.

Daí a gente iria para a faculdade, experimentaria drogas, álcool, iria a festas, até ficar preparado para o colegial. Viria o primário, a gente viraria criança, poderia brincar, não ter responsabilidades. Daí, todo mundo seria bebê de novo, voltaria ao útero, passaria os últimos 9 meses flutuando e terminaria como um brilho no olhar de alguém.