
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Da que de baixo o mundo é diferente...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008
O ato de unir duas coisas que nunca haviam estado unidas e tirar daí uma terceira coisa.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Lampião
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
ABSTRATA EU...
terça-feira, 16 de setembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
domingo, 7 de setembro de 2008

Design por Tamara Santos
Cartão Postal desnvolvido em maio de 2007 a partir de texto de Carlos Drumond de Andrade, com foto trabalhada em Photoshop.
Apesar de ainda não ser possível , quero que este blog seja sinestésico... quero que você que o lê e que o vê, possa quase senti-lo, cheira -lo... assim como eu posso. Por isso o texto que inspirou o postal segue abaixo... aos amigos que passam por aqui, aos que não conheço mais que talvez qualquer dia encontre por aí... o meu sorriso mais bonito e minha mão estendida.
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio — e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo pretoque fuja a galope,
você marcha, José!José, para onde?






