sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Da que de baixo o mundo é diferente...


Ta vendo aqui de baixo tudo é diferente, nem importa quem é mas sim o que faz, daqui de baixo, como dai de cima tudo é diferente, não importa quem segura a escada desde que alguém segure... e que o outro alguém não balance demais, tudo muda, só depende do ângulo por onde se olha. Mais não deixa de ser bonito!!!
foto por Tamara Santos.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O ato de unir duas coisas que nunca haviam estado unidas e tirar daí uma terceira coisa.


Resultado final fico mais bacana, mais eu não lembro onde salvei rs...
Photoshop.
Design por Tamara Santos

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Layout do Site Samba 2008. Trabalho particpante da Expocom 2008


Criação de Layout por Tamara Santos

Lampião


Meu rifle atira cantando
Em compasso assustador
Faz gosto brigar comigo
Porque sou bom cantador
Enquanto o rifle trabalha
Minha voz longe se espalha
Zombando do próprio horror
Virgulino Ferreira da Silva (1898-1938)
Design por Tamara Santos
Illustraitor e Photoshop.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

ABSTRATA EU...


mas muito pra mim é tão pouco
e pouco é um pouco demais
viver tá me deixando louca
não sei mais do que sou capaz
gritando pra não ficar rouca
em guerra lutando por paz
muito pra mim é tão pouco
e pouco eu não quero

Arte manual trabalhada em Photoshop.

Design Por Tamara Santos.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Pra não dizer que não falei das flores...


Photoshop, Corel e InDesign.

Design por Tamara Santos

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Para Marcia Okida



Design por Tamara Santos

Foto trabalhada no Photoshop com elementos gráficos elaborados no mesmo.

domingo, 7 de setembro de 2008



Design por Tamara Santos

Cartão Postal desnvolvido em maio de 2007 a partir de texto de Carlos Drumond de Andrade, com foto trabalhada em Photoshop.

Apesar de ainda não ser possível , quero que este blog seja sinestésico... quero que você que o lê e que o vê, possa quase senti-lo, cheira -lo... assim como eu posso. Por isso o texto que inspirou o postal segue abaixo... aos amigos que passam por aqui, aos que não conheço mais que talvez qualquer dia encontre por aí... o meu sorriso mais bonito e minha mão estendida.

E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José?

e agora, você?

você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama, protesta?

e agora, José?

Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou,

e agora, José?

E agora, José?

Sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio — e agora?

Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora?

Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse...

Mas você não morre,

você é duro, José!

Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo pretoque fuja a galope,

você marcha, José!José, para onde?